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Tudo o que você precisa saber sobre Educação à Distância

Atualmente, ouvimos falar muito sobre o tal do Ensino à Distância (EaD), mas, apesar de ele ter entrado em evidência por agora, devido a sua associação com a internet, a modalidade é muito mais antiga do que se imagina: surgiu em Boston, EUA, em 1729, pelo professor Caleb Phillips, que ofereceu um material de ensino por correspondência através de um jornal. Essa modalidade só foi chegar no Brasil em 1904, no mesmo formato do primeiro.  

No Brasil, o EaD ganhou destaque nos anos 70 e 80 com a oferta de cursos supletivos no formato teleducativo, além da larga escala de materiais impressos. Apesar disso, só foi oficializado pelo Ministério da Educação (MEC) em meados dos anos 90, sem nenhum investimento substancial, criando apenas as bases legais para a atividade. Somente nos anos 2000 a modalidade ganhou força.

Atualmente, vemos um EaD completamente envolvido com a tecnologia e, apesar de certa rejeição – entre outros fatores, devido a desconfiança do mercado quanto à qualidade dos cursos – a aceitação está em ascensão de alguns anos para cá. Para você ter uma ideia, em 2005 a taxa de rejeição era de 82%, caindo para 38% em 2011.

Desde 2010, o número de vagas caiu, mas a quantidade de cursos aumentou, principalmente os mais valorizados, visando a maximização da capacidade. Apesar do baixo ritmo, a demanda aumentou e só tende a aumentar o número de matriculados. O MEC projeta um número significativo de matrículas em 2020: 80% a mais do que em 2012.

Até 2020, 80% das matrículas irão aumentar no EaD. Você vai ficar de fora?

Por algum tempo, quando se falava em EaD, logo o associavam à modalidade de licenciatura, o que não acontece hoje, já que a mesma encontra-se equilibrada com tecnólogos e bacharelados na quantidade de cursos ofertados. Mesmo a maioria dos cursos sendo licenciaturas, predominam os ingressantes nos tecnólogos. Até 2012, 65% dos matriculados estavam concentrados em 5 cursos: Ciências Contábeis, Serviço Social, Tec. Gestão em Recursos Humanos, Administração e Pedagogia. Os demais cursos representavam 35%.

Com o constante crescimento do mercado de cursos virtuais, muitos cursos presenciais têm atingido patamares de preço bem semelhantes aos do EaD, tentando captar matriculados em um mercado cada dia mais competitivo. Um pouco dessa alavancada se deve à ampliação da exigência feita pelas instituições de ensino, em usar o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) para ajudar estudantes que não possuem condições de arcar com os custos de sua formação. Se não bastasse, o piso no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para ter acesso ao FIES é de 450 pontos, o que impacta positivamente na demanda para o EaD.

Já sobre as modalidades de ensino, os cursos mais aceitos são os de gestão, por serem considerados indispensáveis em todos os segmentos do mercado, podendo o profissional atuar nas mais variadas funções. Chegando no mercado por agora, os cursos de engenharia sofrem certa resistência por parte dos empregadores, pois a instituição de ensino tem um peso muito forte. Tal rejeição ainda é extensível para profissões que exigem registro em conselho para exercer a profissão. Graduações EaD na área da saúde – as que estão entre as mais rejeitadas – são as menos ofertadas na modalidade. A inexistência de locais físicos para práticas é o maior obstáculo, já que não podem ser verificadas.

As modalidades de gestão são bem vistas, enquanto as engenharias e saúde possuem obstáculos como a falta de locais para prática.

Como no mercado atual o tempo é preciso e restrito, a modalidade EaD ganhou preferência dos trabalhadores, mostrando que a maioria esmagadora – 83% em graduação/pós e 82% em cursos livres (2012) – são pessoas que estão no mercado de trabalho e querem completar os seus estudos.

Em menor escala, mas com maior reconhecimento, os cursos de pós em EaD estão cada dia mais valorizados. Os cursos de pós-graduação Latu Sensu (de especialização) dominaram esse cenário com 85% da distribuição de matrículas em 2012, seguidos de 15% dos Latu Sensu MBA.

Outra área em crescimento no segmento é a de cursos livres, que, apesar da alta procura, tem um índice de evasão elevado. Uma pesquisa feita nos EUA, pela Universidade da Pensilvânia, revela que, de 1 milhão de matriculados em cursos livres, apenas 4% conclui o curso. No Brasil, mesmo com a quantidade elevada de alunos, os livres são bastante questionados pelo mercado pelo fato da certificação não exigir nota.

Os perfis das pessoas que cursam EaD se diferem dos que fazem a modalidade presencial. Entre os estreantes no ensino superior, predominam os que antes não cogitar uma faculdade pelas restrições orçamentárias ou de tempo. Já os que querem reposicionar suas carreiras, geralmente possuem diploma, mas ficaram muito tempo sem estudar e, através da internet, tiveram a chance de voltar a aprender. Também se destacam os que querem reforçar o curriculum vitae com novas especializações, aproveitando a entrada de instituições prestigiadas no circuito.

Os perfis dos estudantes de cursos presenciais variam dos de EaD que, em grande parte, estão trabalhando durante o dia.

São diversos os fatores positivos para se apostar no mercado EaD, dos quais destacamos:

  • Nenhuma defasagem de conteúdo programático comparado ao curso presencial;
  • Suporte ao aluno equivalente à experiência do curso presencial;
  • As ferramentas adaptam aulas a diferentes dispositivos e ao desempenho do aluno.
  • E alguns fatores que estão em constante processo de melhorias:
  • Oferecimento de cursos com a mesma qualidade para plataformas diversas;
  • Manutenção do ganho da troca de experiências com colegas;
  • Garantia de uma comunicação unificada, através da participação dos matriculados no fórum.

A forte expansão que esse mercado está conquistando é duradoura, à longo prazo e, a cada dia, mais companhias de educação estão aderindo ao modelo. O que se estima é que o perfil dos estudantes presenciais não vai entrar em choque com os de EaD. Com uma geração nova, que desde cedo estava ligada no mundo digital, as perspectivas são as melhores possíveis.

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